Garotinho usa religião para se defender de acusações

O governador do Rio, Anthony Garotinho (PSB), recorreu hoje à religião para se defender das acusações de suposto envolvimento em irregularidades que teriam ocorrido nos sorteios que comandava durante um programa de televisão, em 1995. Num discurso para cerca de mil evangélicos da Igreja do Evangelho Quadrangular, cujo 17.º seminário é realizado em Belo Horizonte, o governador fluminense comparou-se a personagens bíblicos e disse que é perseguido pela imprensa.Dando a entender que sofre uma condenação prematura e discriminação pelo fato de ser evangélico, Garotinho citou a prostituta arrependida Maria Madalena, salva por Cristo da morte por apedrejamento. "Os religiosos da época queriam condenar Madalena. Manda a lei que a mulher seja apedrejada. Aí, chegou Jesus e salvou-a. Ele olhou nos seus olhos e disse: ´Nem eu te condeno, seus pecados estão perdoados´." Ele comparou-se também ao apóstolo Paulo, que, segundo a Bíblica, não negou Cristo, mesmo sendo chicoteado e preso. O governador disse que a imprensa tenta passar a imagem de que ele adotará "uma ditadura dos crentes", caso vença as eleições presidenciais de 2002. Garotinho afirmou que ainda não havia sido notificado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) sobre a afirmação que fez aos jornais de que o governo federal estaria mobilizando recursos, órgãos e funcionários públicos para prejudicar a pré-candidatura dele. Ele não quis dizer se manterá as acusações, mas afirmou que a resposta "será um pouco mais forte do que essa". Segundo o governador, o caso foi entregue aos advogados dele.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.