Wilton Júnior|Estadão
Wilton Júnior|Estadão

Garotinho tem alta e vai para prisão domiciliar

Ex-governador do Rio já está em casa após passar por uma cirurgia para colocação de um stent; apartamento está sob vigilância da Polícia Federal

Roberta Pennafort e Clarissa Thomé, O Estado de S.Paulo

22 de novembro de 2016 | 09h42
Atualizado 22 de novembro de 2016 | 12h40

RIO - O ex-governador do Rio Anthony Garotinho (PR) teve alta nesta terça-feira, 22, do Hospital Quinta D'Or, onde estava internado. Levado por um carro escoltado da Polícia Federal, ele está na sua residência, no bairro do Flamengo, zona sul do Rio, onde permanecerá em prisão domiciliar. No momento da chegada ao local, uma pedestre fez um protestos solitário. "Desgraçado, ladrão. Sua hora vai chegar, bandido. Você não vai ficar aqui. Esse é bairro de gente honesta", gritou.

O apartamento está sob vigilância da PF, que vai realizar três rondas no local diariamente. De acordo com o advogado do ex-governador Fernando Fernandes, a liminar da ministra Luciana Lóssio, do Tribunal Superior Eleitoral, que permitiu a prisão domiciliar, não determina o uso de tornozeleira eletrônica. Garotinho só pode receber a visita de parentes e médicos. Em 15 dias, passará por nova avaliação com cardiologista. A duração do regime domiciliar será decidido em plenário do TSE.

Na segunda-feira, o político foi exonerado do cargo de secretário de governo de Campos de Goytacases, município do Norte fluminense, na segunda-feira, 21. Segundo o Diário Oficial, a dispensa ocorreu por problemas de saúde. A função será exercida por Suledil Bernardino.

O ex-governador foi preso na quarta-feira, 16, a mando da Justiça Eleitoral de Campos por compra de voto, associação criminosa e coação. Alvo da operação Chequinho, da Polícia Federal, ele nega ter cometido ato ilícito.

Após a prisão, Garotinho passou mal e foi inicialmente levado para o Hospital Souza Aguiar, que é municipal, no centro do Rio. De lá, foi removido para a unidade de saúde do complexo de Bangu, e, depois, para o Quinta D'Or, por decisão do Tribunal Superior Eleitoral. Ele passou por uma cirurgia para colocação de um stent no domingo, 20, e, depois, permaneceu na unidade cardiointensiva do hospital. O político estava com 60% de obstrução numa artéria, de acordo com os médicos. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.