Garotinho pede manutenção de teto estadual

O governador do Estado do Rio, Anthony Garotinho (PSB), pedirá ao Supremo Tribunal Federal que reconsidere a decisão de derrubar o decreto que estabelece em R$ 9.600 o teto salarial do funcionalismo público estadual. Para o político, é "impossível" obedecer à medida judicial, que representa um acréscimo de R$ 186 milhões na folha salarial do Estado. Dentro do funcionalismo, há salários que chegam a R$ 53 mil. "Não vou pagar", disse Garotinho, que fará gestões junto ao governo federal neste sentido. Garotinho alegou impedimentos de ordem legal e moral para justificar sua atitude. "Eu estaria contrariando a Lei de Responsabilidade Fiscal. Não há previsão orçamentária para este gasto". Para o governador, será difícil explicar à opinião pública porque o Supremo considera inconstitucional o piso salarial de R$ 220 e, ao mesmo tempo, quer obrigar o Estado a pagar supersalários. Além disso, o governo teria que deixar de realizar uma série de obras, entre as quais o político listou a construção de escolas públicas e de casas populares. Como conseqüência da desobediência do governador, o STF pode pedir uma intervenção federal no Estado. De manhã, quando inaugurava uma obra na Lagoa Rodrigo de Freitas (zona sul), Garotinho foi irônico sobre essa possibilidade. "Se pedirem intervenção, eu entrego a chave para o ministro e mando ele governar o Estado".

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