Garotinho muda discurso e defende parceria com Lula

Por um triz, o ex-governador Anthony Garotinho não acabou este domingo como a primeira vítima da coalizão entre o PMDB e o governo Luiz Inácio Lula da Silva. Parte do novo comando do PMDB estava disposto a ceder às pressões do Palácio do Planalto, despejando Garotinho da executiva nacional eleita à noite, logo depois de apurados os votos para o diretório nacional.Mas o ex-governador acabou salvo pelo discurso ameno que fez na abertura da convenção, compondo-se com o governo e defendendo a parceria com Lula em favor do Brasil. Da lista de caciques do partido, só ficaram de fora da nova executiva nacional o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o senador José Sarney (PMDB-AP), que nem compareceram à convenção. "O PMDB não faltará à governabilidade do presidente Lula. Esse partido, unido, fará tudo o que for possível para ajudar o presidente a promover o desenvolvimento e o crescimento do País", disse Garotinho ontem, sob o olhar de aprovação do presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP). Ainda assim, ele teve que enfrentar um embate interno e chegou a ter seu nome substituído pelo de seu afilhado político e deputado Geraldo Pudim (PMDB-RJ). ´Inimigo de Lula na PMDB´Apontado no Planalto como "inimigo de Lula no PMDB", Garotinho teve que radicalizar o discurso ganhar o posto de segundo secretário do partido, logo abaixo do deputado Nelson Bournier (PMDB-RJ), indicado pelo governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral. "Garotinho chegou a sair da sala bufando e prometendo avaliar se ia ou não permanecer no PMDB", contou um dos participantes da reunião em que a nova executiva nacional, com 15 membros, foi montada. A primeira-vice do presidente Michel Temer será a deputada Íris Araújo (PMDB-GO) e a segunda vice-presidência ficou com o Senador Joaquim Roriz (DF). Coube ao governador de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira, a indicação do deputado Eduardo Pinho Moreira (SC) para a terceira vice.A secretaria-geral ficou com o deputado Mauro Lopes (MG), e a tesouraria dividida entre Mônica Oliveira, mulher do deputado Eunício Oliveira (CE), e o deputado Caíto Quintana (PR), indicado pelo governador do Paraná, Roberto Requião.

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