Garotinho faz críticas à gestão de Benedita

Candidato do PSB à Presidência da República, o governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho (PSB), disse hoje que a vice-governadora Benedita da Silva, nome indicado pelo PT para a sucessão estadual, não poderá citar "ações positivas" de sua gestão, porque ela não contribuiu com seu governo. "Ela (Benedita da Silva) fez o que durante meu mandato?", questionou Garotinho, ao ser perguntado sobre a possibilidade de a petista explorar a imagem do governo do Rio na campanha eleitoral. "Além disso, ela (Benedita) já está combatendo os programas estaduais", acrescentou ele, lembrando que o PT, atualmente, faz oposição à sua administração. Aliado de Garotinho na campanha de 1998, a cúpula do PT fluminense rompeu com ele em razão dos sucessivos atritos desde o início de seu mandato, em janeiro de 1999. O presidente nacional do PSB, Miguel Arraes, também criticou os petistas e descartou a possibilidade de haver aliança entre o PSB e o PT para o primeiro turno da sucessão presidencial.Citando uma frase do pré-candidato do PT à Presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva, Arraes afirmou que, se os petistas querem realmente uma aliança dos partidos de oposição, deveriam ser "generosos" e abrir mão da cabeça de chapa. No 12º Encontro Nacional do PT, em Olinda, Lula disse, em discurso, que o partido tinha de se mostrar "generoso" em busca de aliados e defendeu que a legenda faça coligações com PDT, PSB, PPS e setores do PMDB para a eleição de 2002. DiretórioNo Rio, o PSB decidiu, em reunião realizada ontem à noite, que lançará candidato ao governo estadual e buscará manter a coligação do partido com PMDB, PV e PC do B. Na lista dos prováveis candidatos, estão a primeira-dama do estado, Rosângela Matheus, e o ex-prefeito do Rio Luiz Paulo Conde. Mas Garotinho considera remota a possibilidade de sua mulher ser lançada na disputa. "Eleitoralmente, o lançamento de seu nome seria bom para o PSB, porque ela está bem nas pesquisas encomendadas pelo partido, mas politicamente não seria bom, porque a decisão poderia reforçar a tese de que a minha candidatura à Presidência da República não é para valer", declarou Garotinho. Ele participou de uma reunião da executiva nacional do PSB para discutir a estratégia de sua campanha.

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