Garotinho evita comentar seqüestro de Silvio Santos

O governador do Rio, Anthony Garotinho (PSB), manteve um silêncio prudente sobre a invasão da casa do empresário Silvio Santos, no Morumbi, em São Paulo. Mas o secretário estadual de Segurança Pública, coronel Josias Quintal, voltou a afirmar que faltou humildade à polícia paulistana e que, se necessário, aceitaria a ajuda de colegas de outros Estados. Quintal, entretanto, preferiu atribuir a invasão da mansão do dono do SBT a uma falha de sua segurança particular, em vez de culpar a segurança pública. "Isso é um problema do governador de São Paulo", disse Garotinho, em Campinho, bairro da zona norte, onde ele e o secretário estiveram ontem para inaugurar uma delegacia. "Faltou humildade. Eles deixaram de ser humildes quando deram destaque à questão do possível oferecimento de ajuda do Rio. Desprezaram isso. Se amanhã eu precisar da ajuda de São Paulo, vou pedir. Por que não?", alfinetou Quintal. Na terça-feira, dia em que a estudante Patrícia Abravanel, de 23 anos, filha de Silvio Santos, foi libertada pelos seqüestradores, depois de sete dias de cativeiro, o secretário de Segurança de São Paulo, Marco Vinicio Petrelluzzi, criticou duramente Garotinho. Ele disse que o governador do Rio era "irresponsável e oportunista". Josias respondeu imediatamente. "É constrangedor. Vamos dar um desconto, o Petrelluzzi está sob pressão e pisou na bola", retrucou.

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