Garotinho diz que Saturnino não foi coagido a assinar carta

O secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, disse nesta quarta-feira, ao depor no Conselho de Ética do Senado, que não acredita ter sido o senador Roberto Saturnino (PT-RJ) constrangido ou coagido a assinar a carta em que ele prometeu entregar metade de seu mandato ao primeiro-suplente, Carlos Lupi (PDT). Ele foi convidado a depor no processo em que o presidente do PDT, Leonel Brizola, pede ao Senado que casse o mandato de Saturnino pelo descumprimento da promessa. O senador alega que só assinou o compromisso porque foi "constrangido e coagido".Garotinho, que na época foi eleito governador, disse que Saturnino não teria condições para se eleger sem a ajuda do PDT. Lembrou que, antes disso, ele não conseguiu votos nem mesmo para se eleger vereador do Rio. "Mas mesmo que não existisse essa carta, e eu sei que houve, o senador deveria cumprir a promessa feita a Brizola e a seu partido porque para um homem público o maior patrimônio é a sua palavra", defendeu.O secretário de segurança disse que esse tipo de acordo é "normal no ambiente político". Questionado pelo senador Romeu Tuma (PFL-SP) se isso não implicaria em ludibriar o eleitor, Garotinho respondeu que não. Ele argumentou que o fato é o mesmo sucedido ao ministro-chefe da Casa Civil, ministro José Dirceu, "que em vez de desempenhar o mandato, foi convidado para uma missão no governo".

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