Garotinho: derrota em Campos não afeta planos para 2006

A governadora do Rio de Janeiro, Rosinha Matheus (PMDB), e o marido, o secretário de Segurança Pública, Anthony Garotinho, deixaram Campos, no Norte Fluminense, antes mesmo do fim da votação na cidade. Ambos garantem que o resultado do pleito não comprometerá o futuro político do casal. Acostumado a 16 anos de vitórias no primeiro turno, Garotinho reconhece que, em seu berço político, seu candidato, Geraldo Pudim (PMDB), terá de disputar o segundo turno. Dizendo-se confiante de que o PMDB e seus aliados conquistarão 80% das prefeituras do Estado após o segundo turno, ele afirmou que uma derrota não influenciará seus planos para 2006."Uma eleição não tem nada a ver com a outra. Nas eleições municipais quando eu era governador, as manchetes diziam que eu tinha sido derrotado na região metropolitana. Dois anos depois, Rosinha ganhou em todos os municípios, inclusive na capital. Eleição municipal não tem nada a ver com o cenário nacional", disse Garotinho.No entanto, o ex-governador relacionou o pleito com o cenário político do país em 2006. "Essa eleição apenas sinaliza nas capitais o que pode ser a eleição presidencial daqui a dois anos. Vamos ter de três a quatro candidatos porque o eleitorado está muito dividido", disse o secretário. Perguntado se seria um deles, numa candidatura independente do PMDB, desconversou. "Vontade de ser candidato a presidente eu tenho, não vou negar. Mas não tenho essa pressa. Tenho apenas 44 anos".

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