Garotinho critica ações da PF no combate ao terrorismo

O governador Anthony Garotinho (PSB) criticou veladamente a atuação da Polícia Federal (PF), ao confirmar a criação de um grupo de combate ao terrorismo no Estado. Segundo ele, "não custa nada ajudar" a PF, que tem o combate ao terror como uma de suas funções e cuja atuação, conforme insinuou, não tem sido satisfatória no combate ao tráfico de drogas e de armas."A Polícia Federal também é responsável pela política de armas e drogas no País, e se não fosse a atuação da Polícia Militar e da Polícia Civil, quantos traficantes teriam sido presos, quantas armas teriam sido recolhidas, quantas drogas teriam sido apreendidas?", perguntou. "Acho que, quando fazemos coisas para colaborar e não para conflitar, as iniciativas são válidas", ressalvou.Garotinho não considerou exagerada a preocupação da administração do Estado com a possível ocorrência de atentados terroristas no Rio. Ele declarou que o governo estadual tem que trabalhar com cenários, e um deles é o de guerra, com uma forte resposta terrorista em todo o mundo, o que não excluiria nem o Brasil nem o Rio de Janeiro da lista de alvos."Imaginemos que haja realmente um ataque ao Afeganistão, e organizações terroristas que são ligadas ao (Osama) Bin Laden resolvam fazer uma retaliação no mundo inteiro e comecem a explodir embaixadas americanas em todos os países", disse. "Temos aqui consulados de todos os países. Então temos que estar preparados para uma situação como essa."O socialista explicou que a estrutura do grupo anti-terror está sendo estudada pelo secretário de Segurança Pública, Josias Quintal. A idéia é fazer um grupo pequeno, que trabalhe exclusivamente com informações. "Se precisar de ação, vamos buscar apoio à Polícia Federal", declarou. Garotinho não considerou como terrorismo as duas falsas bombas descobertas na capital no fim de semana. "Foram falsas bombas, então acho que estão no cenário do imaginário, ainda", disse.

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