Garotinho cobra crédito por prisão de Beira-Mar

O governador Anthony Garotinho reagiu com irritação à informação de que uma equipe da Polícia Federal está na Colômbia para acompanhar a transferência para o Brasil do traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, preso no sábado naquele país. Para o governador, a PF está tentando "colher os louros" da prisão. "Eu tenho certeza de que a prisão se deve à atuação do governo do Estado", afirmou Garotinho. "Fomos fechando o cerco a ele, até que quando caiu o Jaime Amato, a pessoa mais próxima dele, a gente já sabia que estava perto desse traficante. Na verdade, o esquema era muito bem montado, mas neste momento, esse esquema está desarticulado". Garotinho disse estranhar as tentativas da Polícia Federal de "colher os louros" da prisão de Beira-Mar. "A Polícia Federal, tentando desmoralizar a ida do coronel Josias Quintal (secretário de Segurança) e da promotora Márcia Velasco (3.ª Central de Inquéritos de Duque de Caxias) à Colômbia, ligou para as redações de jornal e emissoras, inventando histórias de que eles teriam ficado pesos na alfândega colombiana por falta do cartão de vacina de febre amarela", acusou o governador. Quintal e Márcia estiveram na Colômbia em outubro do ano passado, sem o conhecimento da Polícia Federal. Quintal negou o incidente. Ontem, ao chegar à Colômbia, Quintal também reagiu com irritação à presença da PF. "A Polícia Federal quer prender Fernandinho Beira-Mar agora para quê? Quer aparecer? Quando viemos à Colômbia pela primeira vez, em outubro, para entregar às autoridades do país um dossiê sobre Beira-Mar, eles (os policiais federais) ficaram ligando para a imprensa para tentar ridicularizar nosso trabalho". A Assessoria de Imprensa da superintendência da Polícia Federal no Rio informou que o órgão não comentaria as críticas e acusações "para evitar polêmica".

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