Garotinho atribui rejeição a erro de metodologia

O ex-governador Anthony Garotinho, pré-candidato do PMDB à Presidência da República, disse ontem ao Estado que não está preocupado com o alto índice de rejeição contra seu nome (59,1%), registrado na pesquisa CNT/Sensus. Garotinho disse que a pesquisa é falha ao medir rejeição coletivamente. "Isso é erro de metodologia", afirmou. "Todos os candidatos tiveram rejeição alta. Por esse sistema de escolha, a pessoa tem o seu candidato e automaticamente inclui todos os outros em sua lista de rejeição, o que é errado."Garotinho destacou o que considerou de "lado positivo" da pesquisa, que foi a manutenção de seus índices. "O Lula cresceu, mas foi tirando votos de José Serra, não os meus", afirmou. "Eu continuo com uma boa base de sustentação." O ex-governador disse que o resultado da sondagem superou suas expectativas. "Imaginei que meus índices teriam queda, mas não foi o que ocorreu."Segundo ele, a pesquisa mostra para o público interno do PMDB que ele é o melhor nome para as prévias do partido, que serão disputadas no dia 19 de março contra o outro pré-candidato peemedebista, o governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto. "Estamos na frente. Quem tem de correr atrás é ele", provocou Garotinho. O ex-governador do Rio de Janeiro voltou a atacar o presidente Lula e o PSDB, seus principais adversários na corrida pela sucessão presidencial. Segundo ele, o PT vai passar a campanha tentando provar que a reeleição de Fernando Henrique Cardoso foi comprada. Do lado dos tucanos, Garotinho prevê que o mote será o de que o PT montou um esquema de corrupção, como apurou a CPI dos Correios. "E eu vou dizer que os dois estão certos", afirma. "E o PMDB vai ganhar a eleição."Sobre sua estratégia para as prévias diante de Rigotto, Garotinho disse que vai continuar rodando o País em busca de apoio. Em Goiânia, ele praticamente selou o apoio do senador Maguito Vilela, líder nas pesquisas para a sucessão estadual em Goiás. Garotinho vai jantar com o prefeito de Goiânia, Iris Rezende. O objetivo é o de oficializar o apoio do líder peemedebista.

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