Garotinho articula e diretório do PMDB no Rio renuncia

Ex-governador quer minar a pré-candidatura do ex-tucano Eduardo Paes à prefeitura do Rio em 2008

07 de novembro de 2007 | 20h14

Articulação do presidente do PMDB no Rio e ex-governador do Estado, Anthony Garotinho, resultou na renúncia coletiva de quase todos os integrantes do diretório carioca do partido nesta quarta-feira, 7, o que deve sepultar a pré-candidatura do secretário de Esportes, Eduardo Paes (ex-tucano), à prefeitura do Rio.  A briga é antiga. Paes entrou no PMDB a convite do governador do Rio, Sérgio Cabral, e quer se candidatar em 2008. Mas a candidatura do ex-tucano fortaleceria o atual governador, que quer concorrer à reeleição em 2010, e estragaria os planos de Garotinho.  O ex-governador também quer voltar a comandar o Estado em 2010 e, para tanto, já costurou uma aliança com o DEM, do atual prefeito César Maia. Segundo o acordo fechado entre os dois partidos no Rio, o PMDB, na capital, apoiará o candidato a prefeito do DEM, e no interior terá o apoio do partido de Maia. Após o anúncio da renúncia, Garotinho informou que tomará posse, em lugar da direção, uma comissão municipal provisória, alinhada com as diretrizes regionais da agremiação, ou seja, com a proposta de aliança com o DEM, o que inviabilizá a pré-candidatura de Paes. Ao todo, deixaram o diretório 40 dos 45 titulares e 13 dos 15 suplentes. Ainda segundo Garotinho, Paes não poderá mais concorrer nem sequer recorrer da decisão, já que a "renúncia é decisão unilateral". Eduardo Paes foi enganado", afirmou Garotinho. "Ele foi avisado, liguei para ele, antes de se filiar." "Não tem prévia (para candidato a prefeito)", declarou Garotinho, descartando a possibilidade de candidatura própria de outros postulantes, como o deputado federal Marcelo Itagiba.  "O diretório aprovou por 63 a 8 a aliança com os Democratas. Os Democratas dissolveram 60 diretórios municipais e colocaram direções que caminharão com o PMDB, que ficará com a cabeça de chapa. O DEM está dando conseqüência àquela aliança. E nós damos conseqüência, da nossa parte.  Ele afirmou achar "pouco provável" que Paes integre a chapa como candidato a vice-prefeito. "Até porque as relações de Eduardo Paes não são nada amistosas." (Com Wilson Tosta, do Estadão)

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.