Garotinho acredita em candidatura à presidência pelo PMDB

O ex-governador do Rio Anthony Garotinho acredita que será o candidato do PMDB à Presidência da República e defende que quando sai com candidato próprio o partido consegue eleger mais deputados. A avaliação foi feita ontem em Campos (norte fluminense), onde votou na disputa do segundo turno das eleições para prefeito. A eleição de 2004 na cidade foi anulada por decisão da Justiça, a partir de denúncias de abuso de poder político e econômico dos candidatos.Garotinho e a governadora Rosinha Matheus votaram pela manhã e seguiram à tarde para São Paulo, onde o político iria gravar uma entrevista para um programa de televisão. O ex-governador também comentou que Rosinha irá cumprir seu mandato até o final e que ele não pretende concorrer a outro cargo, a não ser o de presidente da República.O dia de eleição em Campos foi tranqüilo, apesar das novas denúncias de irregularidades. À tarde, a forte chuva reduziu a presença de eleitores na votação, que poderá registrar um índice elevado de abstenção. Até a tarde, haviam sido registradas 68 denúncias de irregularidades no pleito. A Polícia Federal (PF) informou que estava investigando os casos.Algumas das denúncias davam conta do transporte irregular de eleitores para as zonas de votação. Numa zona, que funcionou dentro de uma escola, um mesário foi acusado de estar fazendo críticas a um dos candidatos. O delegado da PF, Ronaldo Menezes, afirmou, entretanto, que estaria havendo um "denuncismo" e que grande parte das irregularidades não ocorreram como relatado inicialmente.A eleição foi disputada pelos candidatos Geraldo Pudim, do PMDB, e Alexandre Mocaiber, PDT. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) informou à tarde que o resultado sairia a partir das 20 horas. A eleição de 2004 foi anulada pela juíza Denise Appolinária.Em paralelo, o prefeito eleito naquele ano, Carlos Alberto Campista (PDT), foi afastado, acusado de ter praticado irregularidades. A juiz tornou, ainda, inelegíveis, Garotinho e Rosinha, posteriormente absolvidos pelo TRE. O caso está sendo analisado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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