Garimpeiros querem invadir reserva indígena

Mais de 2 mil garimpeiros estão acampados nas margens da BR-364, próximos à cidade de Cacoal, em Rondônia, prontos para entrarem na reserva dos índios cinta-largas, onde foi descoberto um garimpo de ouro e diamante. Hoje a Polícia Federal abriu inquérito para apurar a invasão das terras por mais de 200 homens que já estão explorando a área, inclusive com máquinas pesadas, e contando com a conivência dos próprios índios.Segundo a Polícia Federal, a situação é grave. Tanto é que amanhã será realizada uma reunião de emergência entre a PF, Fundação Nacional do Índio (Funai) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em Brasília para decidirem uma ação conjunta na região. Fontes da PF informaram que as Forças Armadas serão acionadas para ajudarem numa possível operação de desobstrução da reserva.Desde o início da semana a PF enviou um contigente de agentes para a área, mas não constatou nenhum conflito entre índios e garimpeiros. Diante disso, e depois de ouvir alguns depoimentos, os policiais têm quase a certeza de que há conivência dos próprios índios cinta-largas. A PF também identificou hostilidade dos indígenas quanto à presença dos agentes no local. Em um sobrevôo feito ontem na reserva, os policiais identificaram uma concentração grande de garimpeiros às margens do igarapé Lage, um afluente do Rio Roosevelt, na área central da terra indígena. Porém, a grande preocupação é com o número de pessoas que começaram a juntar ao logo da BR-364 (a rodovia que liga Rondônia ao restante do País). "Há pelo menos dois mil homens entre as cidades de Cacoal e Espigão D´ Oeste", afirma um delegado da PF.

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