Garibaldi: relacionamento do PMDB com o PT não tem sido muito fácil

Ministro revelou dificuldades nas discussões para se decidir os cargos no segundo escalão do governo

Edna Simão, de O Estado de S.Paulo,

19 de janeiro de 2011 | 13h40

BRASÍLIA - O ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho, admitiu nesta quarta-feira, 19, a dificuldade de relacionamento do PMDB com o PT na discussão para o segundo escalão do governo. "Acho que o relacionamento do PMDB com o PT, até agora, não tem sido muito fácil.Mas não acredito que a situação vá se agravar. Temos aí o início do ano legislativo", frisou. "Não acredito que se verifique atritos maiores nesse período. A tendência é realmente amenizar", acrescentou Garibaldi, durante a solenidade de posse do novo presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Mauro Hauschild.

 

Desde o início do governo Dilma Rousseff, os atritos entre PMDB e PT tem sido constantes, devido a disputa por cargos do segundo escalão. Levantamento divulgado hoje pelo jornal O Estado de S.Paulo mostra, no entanto, que o governo ignorou a trégua com o PMDB e já nomeou 208 cargos de segundo escalão.

 

O ministro Garibaldi Alves explicou que as indicações para cargos no segundo escalão que envolvem "DNA político" têm sido feitas sem consulta aos partidos, ou seja, cada um indica o seu candidato. No caso do INSS, o ministro afirmou que não discutiu a indicação de Hauschild com o PT. "Como acredito que outras presidências não tenham sido discutidas com o PMDB. Na verdade a indicação de um presidente às vezes é meramente técnica, e isso tem acontecido com frequência. Mas as que recebem um componente político, um DNA político realmente tem sido feito sem o cruzamento de informações dos partidos. Cada um indica o seu candidato", afirmou Garibaldi.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.