Garibaldi quer discutir cortes e vai decidir sobre convocação

O presidente do Senado, GaribaldiAlves (PMDB-RN), afirmou nesta terça-feira que os cortes noOrçamento de 2008, em discussão pelo governo para compensar ofim da CPMF não podem ser realizados "de cima para baixo". Ele vai decidir sobre a possibilidade da convocação doplantão de parlamentares que atua no recesso, chamada decomissão representativa do Congresso Nacional, para analisarprojetos contra o recente pacote do governo. "Há uma preocupação muito grande de nossa parte, da partedo presidente Lula. O Judiciário deve estar preocupadoigualmente porque a notícia é que ninguém será poupado, mas nãopode ser assim, de cima para baixo, porque há todo o Orçamentonessa altura sendo reexaminado", disse Garibaldi a jornalistas. O pacote apresentado pelo governo na semana passada paracontrabalançar a falta dos recursos da CPMF a partir deste anoinclui cortes no Orçamento e também elevação do Imposto sobreOperações Financeiras (IOF) nas operações de crédito e oaumento da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) dosetor financeiro. Garibaldi voltou a criticar o descumprimento de acordofeito entre governo e oposição de que não haveria aumento deimpostos. "O que eu achei errado foi o governo não voltar à mesa deconversações e dizer que não poderia manter aquele compromisso.Não seria nem a primeira vez nem a última que um compromissoseria desfeito, mas desfeito na base do diálogo, doentendimento", afirmou o presidente do Senado. O senador Álvaro Dias (PSDB-PR), promete protocolar na Mesado Senado projeto de decreto legislativo para convocar acomissão com o objetivo de analisar o aumento do IOF. Na sexta-feira, o PPS também protocolou projeto natentativa de barrar medida da Receita Federal que exige orepasse de informações das contas bancárias ao órgão. Para ovice-líder do PPS, Arnaldo Jardim (SP), a medida éinconstitucional por abrir o sigilo indiscriminadamente. Antes de definir a convocação da comissão representativa,composta por 17 deputados e 8 de senadores, Garibaldi vai sereunir com o advogado-geral do Senado, Antonio Cascais. (Texto de Carmen Munari)

REUTERS

08 de janeiro de 2008 | 13h24

Mais conteúdo sobre:
POLITICAGARIBALDI

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.