Garibaldi e líderes são criticados por recesso para festas juninas

Eles resolveram não apreciar nenhum projeto deliberativo alegando que muitos parlamentares estariam ausentes

Agência Brasil

23 de junho de 2008 | 19h16

Alguns senadores que compareceram nesta segunda-feira, 23, ao Senado criticaram a decisão do presidente Garibaldi Alves (PMDB-RN) e dos líderes partidários de não realizar qualquer votação nesta semana. Eles resolveram não apreciar nenhum projeto deliberativo alegando que muitos parlamentares estariam ausentes por causa das convenções partidárias ou das festas juninas nos estados nordestinos.  O vice-líder do PSDB, Álvaro Dias (PR), afirmou que as festas de Santo Antônio e São João são tradições culturais da população. "O dever elementar do parlamentar é estar no Congresso atuando. A ausência não se justifica", afirmou. O tucano considera o argumento da realização das convenções municipais para a escolha de candidatos a prefeitos "uma desculpa pior ainda" para os senadores não comparecerem ao Senado. "Os partidos fazem suas convenções nos fins de semana", assinalou ele. Já o corregedor geral do Senado, Romeu Tuma (PR-SP), disse que tal atitude tira dos senadores a autoridade para criticar o excesso de medidas provisórias editadas pelo governo. "A gente reclama muito do governo por causa do excesso das medidas provisórias, mas não abre a pauta". O petista Eduardo Suplicy (SP) foi mais sutil em sua crítica aos líderes partidários. Ao ser indagado se tal decisão não desgastaria ainda mais a imagem da Casa perante a opinião publica, ele respondeu: "O Senado sairia fortalecido e melhoraria a sua imagem se votasse nesta semana". O líder do PMDB, Valdir Raupp (RO), tentou defender a decisão dos colegas líderes e do presidente do Senado. Segundo ele, na semana passada, foram votadas 12 matérias - três medidas provisórias e nove mensagens presidenciais de indicações de autoridades para cargos no exterior. "Na semana passada, o quórum já estava muito baixo. Não posso criticar (a decisão), porque foi decidido pelos líderes com o presidente Garibaldi Alves", afirmou o peemedebista. Por causa da decisão, o presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), Aloizio Mercadante (PT-SP), suspendeu a sessão deliberativa agendada para amanhã, às 10h. A votação das matérias previstas na pauta foi transferida para o dia 1º de julho. Num comunicado aos senadores, Mercadante esclarece que "as matérias que seriam aprovadas pela comissão na referida reunião (desta semana)  não poderiam ser apreciadas em Plenário".

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