Garibaldi e Chinaglia acertam esforço por Orçamento

'Se não aprovar urgente, o governo vai mandar uma enxurrada de MPs, já estamos fora do prazo', diz senador

LUCIANA NUNES LEAL E EUGÊNIA LOPES, Agencia Estado

26 de fevereiro de 2008 | 13h22

Depois de uma rápida reunião com o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), o presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), disse que foi acertado um esforço para aprovação do Orçamento da União o mais rápido possível. "Se não aprovar urgente, o governo vai mandar uma enxurrada de MPs (medidas provisórias), porque as obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) precisam continuar. Já estamos fora dos prazos", disse o senador, referindo-se às MPs que são assinadas pelo governo para abertura de crédito para obras já previstas, em caso de atraso na aprovação do Orçamento.Garibaldi afirmou que, "como medida extrema", os presidentes das duas Casas poderão "avocar o Orçamento para trazê-lo para o plenário", retirando da Comissão Mista de Orçamento, onde está em discussão, mesmo se não tiver sido aprovado. Chinaglia reiterou a preocupação em votar o Orçamento em março. "Vamos agilizar a votação na comissão mista. O espaço de mediação não é infinito", disse o deputado. A comissão tem prazo até o dia 25 de março para aprovar o relatório do Orçamento.Durante a reunião, Chinaglia e Garibaldi acertaram começar amanhã a votação de vetos do presidente da República feitos a projetos aprovados no Congresso. Também reiteraram a intenção de dar agilidade à votação da emenda constitucional que altera o rito das medidas provisórias, para evitar que tranquem a pauta do plenário. Além disso, os parlamentares querem que sejam respeitados os critérios de urgência e relevância na edição das MPs pelo governo.

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