Garibaldi diz que só agirá se for acionado por CPIs

O presidente do Congresso, senador Garibaldi Alves (PMDB-RN), disse hoje que só agirá para impedir que as Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) das Organizações Não-Governamentais (ONGs) e dos Cartões Corporativos se dissolvam por falta de condições na investigação das irregularidades a que se propõem se for acionado pelos respectivos presidentes, senadores Raimundo Colombo (DEM-SC) e Marisa Serrano (PSDB-MS). "A prudência recomenda-me que eu espere o relato desses presidentes de CPIs, se é que eles desejam me trazer esse relato", afirmou Garibaldi. Ele disse que só tomará alguma iniciativa se sentir que a situação das comissões, sobretudo a das ONGs, que é mais grave, se agravar mais. "Por ora, eu entrego o assunto à CPI das ONGs, não tem porque eu ter nenhuma atitude que não seja esta, confiar neles (presidentes)."Garibaldi manifestou-se ao ser questionado sobre o bloqueio imposto por parlamentares governistas para impedir as investigações. Na CPI das ONGs, por exemplo - onde a oposição é minoria - o relator Inácio Arruda (PC do B-CE) aliou-se aos governistas para brecar a apuração de supostas irregularidades envolvendo organizações e dirigentes ligados ao PT e ao governo. Já o senador Sibá Machado (PT-AC) tenta impor novas regras aos trabalhos da comissão. Uma delas é a de proibir os assessores técnicos de vasculharem a ligação de congressistas com entidades. Já na dos Cartões Corporativos, a oposição ameaça desistir de apurar por causa da decisão da base governista de rejeitar requerimentos pedindo a quebra dos sigilos dos cartões da administração federal.InformaçõesO presidente do Congresso disse que, sem informações dos dirigentes das comissões, não tem como avaliar como as atividades são conduzidas. "Não tenho informações a dar porque não as recebi. Não tenho nada a informar. Não posso avaliar se o doente está numa situação ainda favorável ou se está em estado terminal, como vocês estão querendo colocar", alegou. Garibaldi reiterou que, para agir, necessita de um "diagnóstico de quem é de direito, o diagnóstico daqueles que estão na frente da CPI".

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.