Garibaldi diz que novo cargo no Senado vai 'pegar mal'

Senadores poderão contratar mais um assessor de gabinete, a partir de agosto, com salário acima de R$ 9 mil

Cida Fontes, de O Estado de S.Paulo

10 de julho de 2008 | 13h19

O presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), afirmou nesta quinta-feira, 10, que "pega mal" e que não será entendida pela sociedade, a decisão da Mesa Diretora da Casa de aprovar a criação de mais um cargo para os gabinetes dos senadores, no valor de R$ 9.979,24. Garibaldi foi contra a medida, aprovada na quarta pelos integrantes do colegiado. "Eu fiz uma advertência de que não deveria ser colocado em votação. Mas os membros da Mesa insistiram e eu votei terminantemente contra porque creio que o momento não é apropriado para nenhuma criação de cargo e nenhum aumento de qualquer natureza", disse o senador. Garibaldi acrescentou que a decisão foi política e não econômica, mesmo porque há disponibilidade financeira para bancar os novos gastos. "O Senado, na verdade, não está precisando de criar mais cargos, há outras prioridades. Pega mal e não vai ser bem entendido nem assimilado", afirmou. A pressão em favor do novo cargo partiu do primeiro-secretário do Senado, Efraim Moraes (DEM-PB). O vice-presidente do Senado, Tião Viana (PT-AC), ainda tentou levar o assunto às bancadas, mas Efraim alegou que seria desnecessário, pois já tinha obtido o apoio de todos os líderes partidários. O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) saiu da reunião antes da decisão. "Na discussão afirmei que o presidente do Senado não poderia ser desautorizado, mas assumo a responsabilidade, pois sai antes do final para participar de um almoço da bancada do PSDB", disse. O tucano defende uma reformulação estrutural do Senado, inclusive, com a redução do número de senadores. Ele questionou sobre a necessidade da criação do cargo. "O problema é que alguns senadores precisam e outros não. Uns fazem bom uso da presença de mais um assessor de alto nível e outros não", completou, ao pôr em dúvida se realmente o salário será concedido a um especialista.  Texto alterado às 13h50

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