Garibaldi diz não acreditar em impeachment de Mendes

O presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), previu hoje que a iniciativa de procuradores da República de pedirem o impeachment do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, dificilmente terá efeito se não chegar à Casa devidamente amparado por provas de que o ministro cometeu crime de responsabilidade. "Acho difícil, porque a lei (do impeachment) é a mesma que processa o presidente da República e tem o seu alcance no crime de responsabilidade", disse. "E o que está sendo discutido é uma decisão judicial, não é nenhum crime."Para o senador, o quadro só mudaria se a pedido do impeachment chegasse ao Senado com "documentos, que traga alguma referência, alguma consistência, com relação ao crime de responsabilidade". Por ora, Garibaldi acredita que só existe especulação em relação à intenção dos procuradores. "Essa notícia não se confirmou, não foi dada entrada ainda a nenhum documento desta natureza", informou. "Não sei se os procuradores confirmam a notícia que está sendo veiculada, de modo que há apenas especulação, uma mera especulação de que o Senado receberia isso."O presidente do STF foi o autor da decisão que soltou os 22 presos na Operação Satiagraha, da Polícia Federal (PF). Entre os libertados, estão o megainvestidor Naji Nahas, o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta e o sócio-fundador do Banco Opportunity, Daniel Dantas. Mendes argumentou "parâmetros exclusivamente técnicos", com base na jurisprudência do STF e na Constituição, para libertar os presos.

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