Garibaldi aposta em 'bom senso' na divisão de cargos da CPI

Presidente do Senado defende instalação de apenas uma comissão, mas oposição protocolou outro pedido

Agência Brasil

25 de fevereiro de 2008 | 17h59

O presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), disse nesta segunda-feira, 25, que defende a instalação de apenas uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar o uso dos cartões corporativos, embora dois pedidos tenham sido protocolados com esse fim: um no Congresso Nacional, para a criação de uma comissão parlamentar mista de inquérito (CPMI), e outro no Senado, para uma CPI.   Veja também:   Entenda a crise dos cartões corporativos   Após leitura, Senado instala CPI mista dos cartões   "A expectativa continua no sentido de que haverá o entendimento, o bom senso, e vamos ter a administração da CPI compartilhada". No final desta tarde, o ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, deve se reunir com o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), e na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS), para discutir se o governo vai ceder a relatoria ou a presidência da CPMI para os partidos da oposição.    "Acho que essa reunião poderá evitar as duas CPIs. Os entendimentos que estão se processando poderão levar à realização de apenas uma CPI", avaliou Garibaldi. Segundo ele, a perspectiva é aguardar os entendimentos em curso.   "Acho isso mais razoável. Se os entendimentos tivessem encerrados, iríamos partir logo para uma definição com relação à CPI exclusiva do Senado. Se há possibilidade de entendimento, sejamos otimistas: vamos esperar a fumaça branca". Garibaldi também afirmou que, se não houver entendimento, ele poderá fazer a qualquer momento a leitura do requerimento da CPI no Senado.

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