Garibaldi aceita convite de Dilma para Previdência

Segundo senador, Dilma espera que ele dê continuidade ao trabalho que já estava sendo feito

Rafael Moraes Moura, da Agência Estado,

08 Dezembro 2010 | 17h55

BRASÍLIA - O senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN) disse nesta quarta-feira, 8, que aceitou convite da presidente eleita, Dilma Rousseff, para assumir o Ministério da Previdência Social, mas admitiu que não sabe o tamanho do rombo previdenciário que vai encontrar. Os dois se encontraram por uma hora na Granja do Torto na tarde de hoje. "Ela me disse que esperava que eu continuasse um trabalho que já está sendo realizado na Previdência, com relação à reforma da gestão da Previdência, no que toca ao fim das filas, pagamento dos benefícios de uma forma mais ágil e esperava que não apenas continuasse isso, mas pudesse melhorar", afirmou Garibaldi a jornalistas, após o encontro.

O senador afirmou que Dilma deve colocá-lo em contato com o atual ministro da pasta, Carlos Eduardo Gabas, para que ele possa "conhecer melhor a situação". "Vai ser um desafio, eu acho que estou (preparado). Todos nós temos de um dia responder a um desafio maior, né", afirmou o peemedebista.

Segundo ele, não se conversou sobre outros ministérios do PMDB. Questionado se seria um ministro técnico ou político, respondeu: "Olha, eu não tô aqui dizendo a vocês que o melhor é ter uma conduta política ou técnica, o importante é você saber se conduzir diante daquele desafio". "Mesmo que você não seja técnico, você chama os técnicos, chama uma boa equipe", continuou o senador. "O importante é ter na Previdência uma boa equipe e ela (Dilma) me disse com o conhecimento que tem que a Previdência já tem hoje uma boa equipe que vai me ajudar bastante".

Sobre a reforma da Previdência, o peemedebista disse ser favorável a uma reforma de gestão. "A reforma da legislação, isso aí temos de estudar melhor", disse. Questionado se a Previdência era o ministério que queria, respondeu: "Olhe, como vou ter a pretensão de ter um ministério ideal só pra mim, não posso". O futuro ministro admitiu que não sabe o tamanho do rombo da previdência. "O rombo eu não sei".

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