Garibaldi: 2º escalão dificulta relação entre PMDB e PT

O ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho, admitiu hoje a dificuldade de relacionamento do PMDB com o PT na discussão para indicações ao segundo escalão do governo. "Acho que o relacionamento do PMDB com o PT, até agora, não tem sido muito fácil. Mas não acredito que a situação vá se agravar. Temos aí o início do ano legislativo", falou.

EDNA SIMÃO, Agência Estado

19 de janeiro de 2011 | 18h33

Para azedar ainda mais a relação entre os partidos, um levantamento divulgado hoje pelo jornal O Estado de S. Paulo mostrou que a ordem da presidente Dilma Rousseff para que fossem suspensas as nomeações até fevereiro foi ignorada pelo PT. O ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, assinou, entre o dia 5 e 18, 208 nomeações e exonerações para cargos do segundo escalão.

Apesar disso, Garibaldi ressaltou que "não acredita em atritos maiores nesse período". "A tendência é realmente amenizar", acrescentou. Segundo o ministro Garibaldi, as indicações para cargos no segundo escalão que envolvem "DNA político" têm sido feitas sem consulta aos partidos, ou seja, cada um indica o seu candidato. Esse foi o caso do novo presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) Mauro Hauschild. A indicação foi feita pelo presidente do Senado, José Sarney (AP), e pelo líder do partido no Senado, Renan Calheiros (AL). Antes, o cargo era ligado ao PT.

"A presidência do INSS não foi discutida com o PT. Como acredito que outras presidências não tenham sido discutidas com o PMDB", disse Garibaldi. Hauschild tomou posse hoje do cargo e vai substituir Valdir Simão, que atualmente é secretário de Fazenda do Distrito Federal (DF). O ministro da Previdência Social destacou, no entanto, que a indicação do presidente do INSS foi meramente técnica.

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