Garçom aponta angolano como mandante de morte de Toninho do PT

Senadores que participaram da sessão secreta da CPI dos Bingos, disseram que o garçom Anderson Angelo Gonçalvez, conhecido como Jack, apontou o dono de bingo angolano, José Paulo Teixeira, o Vadinho, como mandante do assassinato do prefeito de Campinas, Toninho do PT. O garçom disse ter ouvido uma conversa de Vadinho com pelo menos outros quatro interlocutores, na qual o empresário disse que não ia "deixar barato" decisões de Toninho do PT que contrariavam os interesses do bingueiro em Campinas. Ainda de acordo com relato de senadores, a testemunha disse que um secretário municipal de Campinas tentou convencer Vadinho de que não era possível atender as reivindicações do empresário, mas o angolano disse que tomaria providências. Vadinho foi investigado pela CPI dos Correios, depois de denúncia do advogado Rogério Buratti de que o empresário angolano doou, em sociedade com outro dono de bingo, R$ 1 milhão de caixa 2 para a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002. De acordo com a denúncia de Buratti, a colaboração teria sido intermediada pelo ex-ministro da Fazenda, Antonio Palocci.

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