Garcia diz que nunca ouviu falar em vice de Serra

Para coordenador de Dilma, escolha de Índio da Costa não influencia no crescimento da candidata petista

Tânia Monteiro, de O Estado de S.Paulo / BRASÍLIA,

30 de junho de 2010 | 16h07

O assessor de assuntos internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, afirmou nesta quarta-feira, 30, que não conhece o deputado Índio da Costa (DEM-RJ), escolhido como novo vice na chapa do presidenciável tucano José Serra. "Eu não o conheço. Nunca tinha ouvido falar nele, mas isso não vai em desdouro porque eu não ouvi falar em muita gente", disse Marco Aurélio, que é um dos coordenadores da campanha da presidenciável Dilma Rousseff (PT).

 

Ao ser lembrado que Índio da Costa atuou no projeto do Ficha Limpa e questionado se o candidato poderia capitalizar com isso, Marco Aurélio respondeu: "Atuou no Ficha Limpa, DEM pode capitalizar? Acho que DEM vai ficar em uma situação complexa porque, se de um lado capitaliza por esse deputado, o DEM tá cheio de ficha suja".

 

Garcia declarou ainda que "é importante que o DEM tenha finalmente resolvido o contencioso com o PSDB. Não sou dos que festejam crise dos adversários". Questionado se com nomes como este (do Índio da Costa) fica mais fácil para Dilma, declarou: "Não sei se fica mais fácil. O que tem ajudado mais a candidatura da Dilma é a própria Dilma. Quem dizia que a Dilma era teleguiada e não tem luz própria está quebrando. Ela está se revelando excelente candidata, com luz própria, com conteúdo, história, personalidade. À medida que vai sendo conhecida pela sociedade, ela vai progredindo e esse progresso vai se acelerar nas próximas semanas".

 

Para Garcia, todos os avanços da candidatura de Dilma são resultado da "carreira solo" que ela está fazendo. "É evidente que o peso do presidente Lula tem sua importância. Ela faz parte de um esquema de forças políticas PT-PMDB, PDT, tudo isso tem importância. Mas há um determinado momento em que o desempenho da candidata tem um aspecto fundamental. É por isso que não se elege poste. Esta ideia de que se elege poste é uma ideia falsa", disse.

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