Garcia diz que não haverá mais um ´espetáculo severino´

O presidente interino do PT Marco Aurélio Garcia afirmou nesta sexta-feira que o governo terá apenas um candidato para a presidência da Câmara no início da próxima legislatura. O atual ocupante do cargo Aldo Rebelo (PCdoB-SP) e o ex-líder do governo na Casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP) disputam a preferência dos colegas e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para assumir o terceiro cargo na linha sucessória do país. A coligação de governo montada pelo presidente Lula com 10 partidos ainda não tomou uma posição em relação a qualquer candidatura, o que poderia colocar em risco a vitória do governo na Câmara. Em 2005, uma divisão na base aliada levou à eleição de Severino Cavalcanti (PP-PE), representante do baixo clero, para o cargo. "Nós não vamos oferecer um espetáculo severino. Vida e morte Severino não tem mais", garantiu Garcia, falando a jornalistas após a abertura do seminário Reforma Política e Cidadania, em comemoração aos 10 anos da Fundação Perseu Abramo, vinculada ao PT. "Nós vamos ter uma solução unitária e não vai ter problema na sucessão da Câmara. Esse é um desejo manifestado por todos os partidos. Tenho certeza que essa é a posição do Arlindo. É a posição do Aldo", completou. Aldo Rebelo também participou da abertura do seminário e Chinaglia não compareceu. O atual presidente da Câmara evitou qualquer declaração sobre o assunto. Estiveram presentes ainda o secretário-geral da Presidência Luiz Dulci e o jurista Dalmo Dallari. Aumento dos Congressistas Aldo se recusou a falar com os jornalistas um dia depois de seus colegas de Congresso aprovarem numa reunião de líderes um aumento que equiparou o salário dos parlamentares ao dos ministros do Supremo Tribunal Federal, de R$ 24,5 mil. Garcia afirmou que o reajuste de deputados e senadores deveria ser compatível com o concedido a outros setores da sociedade brasileira. "Deve haver um cuidado, sobretudo com a imagem do parlamento e com todas as instituições da República que ficam um pouco afetadas com isso", comentou Garcia, ponderando que o aumento deveria ter como parâmetro a inflação. Garcia afirmou também que os petistas indiciados pela CPI dos Sanguessugas vão passar pela comissão de ética do partido no ano que vem.

Agencia Estado,

15 Dezembro 2006 | 14h31

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