Garcia admite deixar governo para coordenar campanha de Dilma

'Se constatarmos que há incompatibilidade, farei como já fiz na eleição do presidente Lula em 2006', disse

Agência Brasil

31 de março de 2010 | 11h21

O assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, afirmou nesta quarta-feira, 31, que há possibilidade de deixar o cargo para coordenar a campanha da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff - pré-candidata do PT à Presidência da República nas eleições deste ano.

 

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"O dia tem três turnos. De manhã e de tarde eu trabalho no governo e de noite trabalharei na campanha. E ainda tenho fins de semana, que posso dedicar a isso. Se, em um determinado momento, constatarmos que há incompatibilidade, evidentemente farei como já fiz na eleição do presidente Lula em 2006, quando me afastei para assumir a coordenação da campanha. Mas até agora está dando para aguentar", disse.

 

Ao participar de entrevista a emissoras de rádio durante o programa Brasil em Pauta, Marco Aurélio comentou ainda a saída de outros ministros que devem disputar o pleito deste ano. Para ele, o governo não se tornará mais técnico depois que secretários executivos e chefes de gabinete assumirem o comando das pastas.

 

"Imagine você se sobe um novo ministro, que não conhece nada. O que vamos ter é gente que já conhece como está funcionando e vai dar continuidade ao trabalho que vem sendo realizado. Precisamos, até o dia 31 de dezembro, estar com as coisas funcionando do jeito que funcionaram até agora", acrescentou.

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