Gabrielli nega favorecimento de prefeituras no NE

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, rechaçou hoje as acusações de que a estatal teria utilizado uma organização não-governamental (ONG) petista para intermediar o patrocínio de festas juninas à prefeituras do Nordeste em troca de apoio à sua candidatura ao senado em 2010. Durante entrevista coletiva no Forum Econômico Mundial sobre a América Latina, no Rio de Janeiro, ele voltou a repetir o que já havia dito ontem, que não é candidato "à coisa nenhuma".

KELLY LIMA, Agencia Estado

16 de abril de 2009 | 13h00

O executivo também atacou as notícias a respeito do envolvimento se seu assessor Rosemberg Pinto na intermediação dessas negociações - publicada hoje no jornal Folha de S.Paulo e ontem no O Estado de S. Paulo - como sendo "obra da imprensa marrom com interesses políticos quaisquer". "Especificamente no caso da Folha, o jornal tinha ontem, antes da publicação da matéria, informações que omitiu: a de que eu frisei que não sou candidato e uma nota divulgada ontem na qual informamos os contratos que temos com as ONGs na Bahia", afirmou.

A nota enviada ontem aos jornais e distribuída hoje pela Petrobras informa que a estatal firmou contratos com duas instituições para a realização das festividades de São João com 44 prefeituras, das quais oito são do PT e 16 são administradas por PSDB, DEM e PL, no valor total de R$ 2,96 milhões. "O patrocínio a estas festas que são demonstrações culturais de peso naquela região é uma ação de marketing importante para a Petrobras", disse Gabrielli, afirmando por várias vezes que as acusações são infundadas.

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