Gabrielli diz que ainda não sabe função na Bahia

O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, disse hoje que ainda não definiu com o governador da Bahia Jacques Wagner que função irá assumir no governo baiano, mas sinalizou quais poderiam ser suas áreas de atuação. "Meu perfil de contribuição envolve economia, gestão, desenvolvimento, captação de recursos, processos de modernização; esse é meu perfil. Ele (Jacques Wagner) pode me colocar em qualquer coisa", disse.

LUCIANA COLLET, Agência Estado

07 de fevereiro de 2012 | 12h24

Durante evento com o secretário de energia de São Paulo, José Aníbal, para assinatura de um memorando de entendimentos com o governo paulista visando o desenvolvimento da indústria do petróleo e particularmente a produção do pré-sal na Bacia de Santos, Garielli disse, em tom descontraído, que no futuro deve encontrar Aníbal somente nos fóruns de secretários.

Posteriormente, a jornalistas, o presidente da Petrobras reiterou que sua antecipada saída da estatal se deve a uma combinação de cronogramas de mudança na companhia, no governo federal e no da Bahia. "A coincidência disso fez com que, em vez de no final do ano, fosse melhor sair agora", disse.

Gabrielli comentou que acredita em continuidade do perfil de gestão da Petrobras sob o comando da futura presidente Maria das Graças Foster. "Acho que a Graça vai conduzir a companhia da mesma maneira que eu, não acredito que haja descontinuidade em nenhuma das políticas da companhia ou dos programas de desenvolvimento. Estilos são pessoais e diferentes, mas minha condução foi pautada essencial e principalmente por fatores técnicos, e ela vai desenvolver essas políticas do ponto de vista técnico e político".

Gabrielli comentou ainda sobre a crise na segurança da Bahia, onde policiais estão em greve há vários dias. Ele disse que o governador Jacques Wagner está focado na questão da segurança e que acredita que se chegará a uma solução negociada com os policiais grevistas. "A negociação é permanente, o governador está atuando nessa direção", disse, comentando que a Assembleia Legislativa "precisa ser desocupada". Segundo ele, é "inadmissível o abuso feito por alguns" e completou que os excessos cometidos devem ser punidos.

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