"Gabinete de Crise" acompanha ações do MST

O ministro do Desenvolvimento Agrário, Raul Jungmann, informou que as superintendências regionais do Incra em todo o Brasil, impetraram, na Justiça, ação de interdito proibitório, antecipando-se a eventuais invasões do MST que possam vir a ocorrer durante os protestos contra a política agrária federal, no Dia Internacional da Luta no Campo. O interdito é uma medida judicial para proteger prédios públicos. De acordo com o ministro, os atos dos sem-terra estão sendo monitorados pela Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal, que fornecem informações para um "gabinete de crise" - integrado por representantes dos ministérios da Justiça, Transportes e Desenvolvimento Agrário e do Palácio do Planalto. O "gabinete" está articulado com as áreas de segurança pública dos Estados e centraliza as informações, que são repassadas para a Presidência da República. O ministro alertou os donos de transportadoras e prefeituras que estejam patrocinando o deslocamento de sem-terra que, em caso de desordem, eles terão que responder como co-autores, sendo chamados pela Polícia Federal para explicar sua participação. Jungmann pediu bom-senso ao movimento e, apesar de todo o esquema especial montado para acompanhar os protestos, ele não acredita que as sedes do Incra sejam ocupadas. "Nossa ferramenta é o diálogo, e, assim como em Pernambuco, as superintendências do Incra de outros Estados estão conversando com as lideranças dos movimentos para evitar invasões", afirmou. O superintendente regional do Incra em Pernambuco, Geraldo Eugênio, reuniu-se hoje pela segunda vez em três dias com os líderes do MST e Comissão Pastoral da Terra (CPT) para discutir a pauta de reivindicações dos sem-terra.O líder regional dos sem-terra, Jaime Amorim, mantém a possibilidade de ocupação, mas garantiu que toda a programação do Dia Internacional da Luta no Campo será pacífica.

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