Gabeira quer asilo para ex-terrorista italiano preso no Brasil

O deputado federal Fernando Gabeira (PV-RJ) vai liderar um movimento político junto ao governo e entre os parlamentares para tentar evitar a extradição do militante de esquerda italiano Cesare Battisti, apontado como ex-terrorista integrante do grupo Proletários Armados pelo Comunismo. Battisti, preso neste domingo, 18, no Rio de Janeiro, foi condenado à prisão perpétua na Itália, em 1993, acusado de assassinatos durante a década de 70 e conseguiu asilo político na França durante o governo do presidente François Mitterrand. Antes de seu asilo ser cassado, ele fugiu e estava refugiado no Brasil desde 2004.A transferência de Battisti pela Polícia Federal (PF) para Brasília (DF), começou a ser organizada já neste domingo. A informação da assessoria de imprensa da entidade, no entanto, é de que não há a autorização para divulgar detalhes sobre a operação por questões de segurança. Membros da embaixada italiana em Brasília foram enviados ao Rio de Janeiro para acompanhar a operação. Gabeira afirmou que pretende se reunir com representantes dos Ministérios da Justiça e das Relações Exteriores, além de colegas da Câmara para "examinar o que é possível fazer e não permitir que seja feita uma injustiça contra ele (Battisti). Constantemente, através dos livros que escreveu, ele afirma que não cometeu esses crimes que a direita italiana lhe atribui", afirmou Gabeira.O deputado pretende reforçar o fato que o asilo político na França foi cassado por meio de um acordo articulado entre o ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi e o presidente da francês Jacques Chirac. "Houve a articulação e a Corte Européia anulou o asilo dele, num caso raro", disse o deputado.Gabeira, que foi ativista de esquerda e participou do seqüestro do então embaixador americano no Brasil, Charles Elbrick, em 1969, pretende inclusive visitar Battisti na sede da PF na capital federal. "Pessoas ligadas a ele (Battisti) e um comitê que o defende na França, bem como autoridades do Partido Verde têm me pedido para cuidar do caso. Vou ver o que é possível ser feito", concluiu.

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