G-8 não tem legitimidade para tratar de crise global, diz Lula

Para presidente, G-20 é a única instância que pode definir a reforma do sistema financeiro internacional

04 de julho de 2009 | 12h36

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a afirmar, hoje, em Paris, que o grupo dos sete países mais ricos do mundo, mais a Rússia - o G-8 - não tem mais legitimidade para tratar de questões econômicas e financeiras. A declaração foi feita na sua chegada a Paris, onde permanecerá no final de semana, acompanhado da esposa, de filhos e de uma comitiva de ministros.

 

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Lula chegou ao Aeroporto de Le Bourget, nos arredores de Paris, pouco depois das 15h. Cinco dias antes da abertura do G8, que será realizado em Áquila, na Itália, Lula voltou a afirmar que questões sobre o sistema financeiro internacional precisam ser tratados com a participação dos países emergentes, que integram o G-20. "O G-8, se eles (seus líderes) quiserem que continue, que continue. Mas para discutir as questões econômicas e financeiras do mundo, eu acho que o G-20 é o fórum ideal", disse.

 

O governo brasileiro tem feito reiteradas declarações em favor do G-20 e menosprezando a importância do G-8, mesmo que na terça-feira os chefes de Estado e de governo do Brasil, da China, da Índia, da África do Sul, do México e do Egito sejam convidados da reunião na Itália.

 

Em meio à crise do Senado, Lula não tocou no nome do presidente da casa, nem deu margem aos jornalistas para que o questionassem sobre o escândalo e sobre as desavenças entre PT, PSDB e DEM com José Sarney.

 

Além da família, uma delegação de autoridades acompanha o presidente, entre os quais os ministros das Relações Exteriores, Celso Amorim, da Justiça, Tarso Genro, e da Cultura, João Luiz Silva Ferreira, e o assessor especial para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia.

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