Fux disse que vai defender votação dos vetos em ordem cronológica

Ministro afirmou que Congresso criou um impasse que impediria a votação do orçamento

Felipe Recondo, O Estado de S. Paulo

25 de fevereiro de 2013 | 18h14

BRASÍLIA - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux afirmou nesta segunda-feira, 25, que defenderá no julgamento desta quarta-feira, 27, sua decisão de impor ao Congresso Nacional a votação em ordem cronológica dos vetos presidenciais. "Eu particularmente tenho uma posição exteriorizada que é a manutenção da regra constitucional que estabelece que os vetos devem ser votados cronologicamente", afirmou nesta segunda-feira o ministro.

Fux afirmou que sua decisão não obstrui a votação do orçamento, como interpretaram as lideranças governistas. "Dei uma interpretação bastante razoável entendendo que a atividade parlamentar em si não está interditada, apenas a votação dos vetos, que deve obedecer a uma ordem cronológica", disse.

O ministro acrescentou que a votação dos vetos à lei que alterou o repasse dos royalties do petróleo deve ocorrer apenas depois que os mais de 3 mil vetos pendentes sejam analisados. "Tem que se obedecer à regra constitucional. Há inúmeros vetos pendentes", disse.

Fux disse que o Congresso criou por conta própria um impasse que impediria a votação do orçamento. Por isso decidiu levar o caso ao plenário do tribunal.

"Tendo em vista que houve, de forma espontânea, um impasse criado que está emperrando a atividade parlamentar, então vou levar para que o plenário possa eventualmente chancelar ou não a minha decisão", disse.

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