Luis Macedo/Agência Câmara
Luis Macedo/Agência Câmara

Futuro ministro do Turismo diz que vai brigar por 'orçamento importante'

Deputado do PSL foi indicado por Bolsonaro nesta quarta-feira; Marcelo Álvaro Antônio diz que sua nomeação foi sugerida pela Frente Parlamentar em Defesa do Turismo

Luisa Marini, especial para o Estado, e Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo

28 Novembro 2018 | 19h04

BRASÍLIA - Anunciado nesta quarta-feira, 28, como futuro ministro do Turismo do governo de Jair Bolsonaro, o deputado Marcelo Álvaro Antônio (PSL-MG) disse que vai brigar para que a Pasta tenha um orçamento importante.

"Vou brigar sim para que o ministério possa ter um orçamento importante, tendo em vista que o turismo vai participar efetivamente desse momento de resgate, de recolocar o Brasil na rota do desenvolvimento", disse Álvaro no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília, onde o gabinete de transição está instalado. "Essa briga orçamentária já começa agora na CMO (Comissão Mista de Orçamento)", completou.

O futuro ministro disse ainda que considera a Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas (ONU), a COP 25, um evento importante, mas que iria respeitar a decisão do governo de não sediar o evento, que aconteceria em novembro do ano que vem. "Eu acho que todo evento de grande porte é importante, a gente precisa discutir a questão climática. Não conversei com o presidente ainda. Se a posição dele é essa, obviamente a gente respeita".

Nomeação. O futuro ministro disse que sua nomeação não contempla nenhum partido ou Estado, mas que seu nome foi indicado pela Frente Parlamentar em Defesa do Turismo, da qual faz parte. O presidente eleito, Jair Bolsonaro, disse em diversas ocasiões que não pretende dialogar com partidos, mas com bancadas do Congresso.

"Na verdade, eu considero que a indicação do meu nome para o Ministério do Turismo não foi feita em função do PSL, foi feita pela Frente Parlamentar em Defesa do Turismo", afirmou Álvaro.

Além do deputado mineiro, o empresário nordestino Gilson Machado estava cotado para assumir a Pasta, por ser um nome técnico que ajudaria a alavancar o setor, principalmente no Nordeste. Por pressão política, Bolsonaro acabou escolhendo Álvaro.

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