Futuro líder do PSDB terá de unir as forças partidárias, diz Arthur Virgílio

'O vice pode ser nordestino ou de qualquer lugar. Ele tem que representar esse sentimento de partido que vem a propor uma governabilidade de alto nível', afirmou o prefeito de Manaus

Laís Alegretti, Débora Álvares, Daiene Cardoso e Bernardo Caran, O Estado de S. Paulo

18 de maio de 2013 | 11h44

BRASÍLIA - Ao chegar há pouco na convenção do PSDB, em Brasília, o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio (AM), afirmou que o futuro líder do partido terá que unir as forças partidárias. "Se alguém pretende ser candidato, tem que conquistar todos os apoios. A bola está nos pés de quem quer liderar o partido, no caso o senador Aécio Neves", afirmou ao ser questionado sobre a possibilidade de José Serra vir a apoiar Aécio na corrida pelo Planalto.

O senador mineiro, que pretende disputar o Palácio do Planalto em 2014, deverá ser eleito logo mais presidente nacional do PSDB no evento de hoje, em uma etapa para construir a sua candidatura à Presidência da República. 

O deputado federal por São Paulo, Mendes Thame, que deve ocupar um cargo na direção do partido, desconversou sobre a possibilidade de Serra ser candidato à presidência da República pelo PSDB. "É um momento de união e não de desagregação", disse.

Ao ser questionado se um candidato a vice oriundo da região Nordeste poderia balancear a chapa, Virgílio respondeu: "o vice pode ser nordestino, plutoniano [referência irônica ao planeta Plutão], ou de qualquer lugar. Ele tem que representar esse sentimento de partido que vem a propor uma governabilidade de alto nível". 

O prefeito de Manaus também não poupou críticas ao governo do PT. Segundo ele, o combate à inflação é o principal problema da governo Dilma Rousseff. "Ela precisa ganhar 2013 se pretende enfrentar 2014". Os tucanos chegam neste momento ao local da convenção em Brasília. Os militantes usam camisetas com dizeres como "PSDB: resgatando o Brasil" e "Mudar para melhorar". 

Virgílio disse ainda que os partidos precisam conhecer a região amazônica. Questionada se Aécio sabe falar sobre a região, ele afirmou: "ele precisa aprender a falar de Amazônia. Eu não conheço ninguém com exceção do (ex-presidente) Fernando Henrique Cardoso que saiba falar sobre a minha região. Meu povo vai ensinar".

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