Futuro diretor da ANTT é alvo do TCU

Contas referentes à atuação na estatal Valec foram rejeitadas

Renée Pereira, O Estadao de S.Paulo

25 de junho de 2008 | 00h00

O futuro diretor-geral da Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT), Bernardo Figueiredo, atual assessor da ministra da Casa Civil Dilma Rousseff, tem se sentido constrangido com a inscrição de seu nome no Cadastro de Responsáveis com Contas Julgadas Irregulares do Tribunal de Contas da União (TCU). No fim de maio, ao ser sabatinado na Comissão de Serviços de Infra-Estrutura do Senado, o executivo, que foi diretor da estatal Valec (responsável pela construção da Ferrovia Norte-Sul), foi questionado sobre sua conduta durante gestão na empresa.O senador Demóstenes Torres (DEM-GO) fez um relatório paralelo pondo em dúvida a reputação ilibada do executivo. De acordo com o TCU, as contas irregulares decorrem do "uso de critérios subjetivos para julgamento de propostas técnicas em concorrência, da contratação verbal de serviço de locação, e do repasse de recursos (de R$ 2 milhões) para contratação de serviços para a execução de atividades inerentes à atividade-fim da empresa pública." Nesse último caso, trata-se de um convênio com o governo do Maranhão.Apesar das contas irregulares, Figueiredo foi aprovado na sabatina e aguarda votação em plenário. Ele diz que já entrou com recurso no TCU apresentando sua defesa, mas que até agora não foi julgado. Além disso, afirma que algumas irregularidades não pertenciam à sua área de atuação. Para completar, o executivo afirmou que, mesmo sem a apreciação, poderá exercer cargo público, desde que pague multa estipulada pelo TCU.

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