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JF Diorio/Estadão
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Fusões podem transformar Edinho Silva e Ricardo Berzoini em 'superministros'

Incorporações de pastas previstas na reforma administrativa podem resultar no fortalecimento dos ministros, segundo peemedebistas que se reuniram com Dilma

Adriano Ceolin e Vera Rosa, O Estado de S. Paulo

22 de setembro de 2015 | 07h34

BRASÍLIA - As fusões de ministérios previstas na reforma administrativa da presidente Dilma Rousseff podem resultar no fortalecimento dos ministros Edinho Silva (Comunicação Social) e Ricardo Berzoini (Comunicações). A informação é de congressistas do PMDB que se reuniram com a presidente na tarde de segunda-feira (21).

Segundo a ideia ainda em estudo, Berzoini é cotado para migrar do Ministério das Comunicações para a Secretaria-Geral da Presidência, que acumularia as funções da Secretaria de Relações Institucionais. Atualmente, a Secretaria-Geral da Presidência é comandada por Miguel Rossetto, do PT do Rio Grande do Sul.

Ex-coordenador de campanha de Dilma, Rossetto ganharia como consolação a presidência do Incra, órgão vinculado à pasta do Desenvolvimento Agrário, da qual ele já foi ministro no governo. A SRI não tem ministro desde a saída de Pepe Vargas, em abril, quando a pasta foi integrada à Vice-Presidência da República. Michel Temer assumiu o papel de articulador político do governo de abril a agosto deste ano.

Atualmente ministro da Secretaria de Comunicação Social  (Secom), Edinho Silva é cotado para herdar Comunicações. Essa medida unificaria o controle da distribuição de verbas publicitárias do governo com as estratégias e políticas de concessões de emissoras de rádio e TVs.

Ambos filiados ao PT de São Paulo, Berzoini e Edinho são muito ligados ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Desde o começo do ano, Lula tenta aumentar sua influência dentro do Palácio do Planalto. Seu principal objetivo sempre foi colocar Jaques Wagner, da Defesa, no lugar de Aloizio Mercadante, da Casa Civil.

Nas últimas semanas, além de Lula, o PMDB e demais partidos da base pressionaram para que Dilma demitisse Mercadante. Homem de confiança da presidente, ele conseguiu resistir no cargo. Na semana passada, Lula e Mercadante se encontraram após o ministro confirmar sua permanência na Casa Civil.

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