Furlan indica que poderá permanecer no Desenvolvimento

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, indicou nesta segunda-feira, durante a abertura do Couromoda em São Paulo, que poderá permanecer no ministério, embora tenha enfatizado que a decisão só deverá ser anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva dentro de duas ou três semanas. "Já expliquei minhas razões ao presidente Lula e vamos continuar conversando", declarou, em entrevista coletiva, sem, entretanto, detalhar qual era sua vontade pessoal. Durante o discurso, Furlan indicou que pretende participar das reuniões do Mercosul nesta semana em Quito, no Equador, e no Rio de Janeiro, e, ao mesmo tempo, disse que vai ser "um defensor" dos industriais, em Brasília, no diálogo a ser estabelecido entre o governo federal e os Estados para decidir o ressarcimento de créditos de ICMS aos exportadores. "Sempre serei um defensor da produção", esquivou-se, ao ser indagado que esta seria outra indicação de que ele permanecerá no ministério. Na cerimônia, Furlan recebeu até mesmo o apoio do governador de São Paulo, o oposicionista José Serra (PSDB), para que continue no cargo. "Todo mundo sabe que sou um crítico da política econômica dos últimos quatro anos, mas gostaríamos que o Furlan continuasse no ministério, porque ele é ministro da produção e a decisão de permanecer é só dele, o que torna tudo mais fácil", declarou o governador. O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Calçados e Artefato de Couro (Abicalçados), Elcio Jacometti, também aproveitou a cerimônia para pedir que Furlan continue no ministério. "Apenas por razões de ordem particular o senhor não deveria continuar no cargo", disse Jacometti.

Agencia Estado,

15 Janeiro 2007 | 15h04

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