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Furlan diz que adora o jeito de Lula governar

Eleitor de José Serra na eleição presidencial de 2002, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, disse estar muito satisfeito em fazer parte da equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Eu adoro o jeito do Lula de governar, me dou muito bem com ele, sou tratado com franqueza e sinceridade, e continuo extremamente entusiasmado com a minha tarefa", afirmou ele ao ser entrevistado no programa Roda Viva, da TV Cultura, quando revelou que no ano passado não esteve uma única vez no Palácio do Planalto para um audiência com o presidente. Seus contatos com Lula são mais constantes durante as viagens em que o acompanha ao exterior e nas reuniões setoriais.Furlan disse ainda não temer os superpoderes de que desfruta o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, encarregado agora de também cobrar resultados da equipe ministerial. "Eu não tenho nenhuma dificuldade de conversar com o Zé Dirceu, até porque ele tem sido extraordinário no apoio de nossas iniciativas. Na minha avaliação (sobre os novos poderes de Dirceu), não muda nada, porque eu não entro na parte política. Portanto, o meu tratamento na área operacional vai continuar igual." Política de jurosLuiz Fernando Furlan não quis comentar a decisão do Copom de manter a taxa de juros no mesmo patamar do mês passado, 16,5% ao ano, alegando que não entende de macroeconomia. Insistiu que sua missão é colaborar com o desenvolvimento, e foi por isso que aceitou o convite para integrar o Ministério. E não passou recibo às críticas de setores empresarias quanto à política monetária. "Nenhum de nós ignora que essa trajetória de juros descendentes vá continuar, porque não há possibilidade de que o capital sem risco continue sendo remunerado mais do que o capital de risco, o que afasta os investimentos.Política cambialPara o ministro do Desenvolvimento, o dólar no patamar atual (na casa dos dos três reais) não interfere nas exportações. Disse que a balança comercial este ano também terá um grande superávit, mesmo com o aumento das importações, que estima em 20%. Contudo, explicou que essa é uma boa notícia, por dois motivos: significa a recuperação da economia nacional e que a maior parte das importações se refere à aquisição de bens de capital e de componentes de matérias primas. "A nossa hipótese deste ano é de um crescimento nas exportações, ultrapassando a meta de 80 bilhões de dólares, com o câmbio ao nível em que está, pouco mais ou pouco menos dos três (reais)."

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