Marcella Zamith /I Hate Flash
Marcella Zamith /I Hate Flash

Funkeira MC Carol é pré-candidata a deputada estadual pelo PCdoB

Ela conta com o apoio da deputada federal Jandira Feghali e defende temas como o feminismo e o combate ao racismo

O Estado de S.Paulo

20 de abril de 2018 | 17h57

A funkeira MC Carol, famosa pela música "Minha vó tá maluca", lançou-se nesta semana pré-candidata a deputada estadual pelo Rio de Janeiro. 

Recém-filiada ao PCdoB e acostumada a utilizar as redes sociais, ela tem postado fotos com membros do partido em

sua conta no Instagram.

Durante cerimônia plenária de prestação de contas da deputada federal Jandira Feghali na quinta-feira, 19, Mc Carol afirmou: "Sou negra, favelada e isso incomoda muita gente. E entro na política, sim, para defender vidas negras e a juventude da periferia. Jandira me ajudou muito depois que sofri uma tentativa de homicídio e sua luta hoje também é minha luta. Obrigada pelo que você faz ao Brasil."

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No início do mês, a funkeira revelou que foi agredida pelo ex-namorado, que invadiu a casa dela na madrugada

"Hoje, pela primeira vez, apanhei de um homem. Hoje, pela primeira vez, consegui lutar com um homem com um facão na mão. Quatro da manhã, meu ex pulou a cerca elétrica e tentou me matar de facão", escreveu a cantora ao publicar uma foto em que mostra a mão com cortes nos dedos.

Jandira Feghali define como "importante" a chegada de MC Carol ao cenário político. "É uma jovem que passou muitas dificuldades. É importante que nesse momento tão adverso da política ela venha para a luta parlamentar com temas relevantes como a violência contra a mulher e o racismo", disse.

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Segundo a deputada, além do episódio de agressão pelo ex-namorado, o assassinato da vereadora Marielle Franco no mês passado também motivou a cantora a tentar candidatura. Após o crime, MC Carol lançou uma música para homenageá-la.

Em 2016, a cantora chamou atenção com a canção "Delação premiada", que traz o trecho "Bandido rico e poderoso tem cela separada, tratamento vip e delação premiada", em crítica a diferença no tratamento da polícia ao lidar com infratores de favelas e com os criminosos da Operação Lava Jato.

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