Fundos do Opportunity perdem R$ 1,5 bi após prisão de Dantas

Valor corresponde a 9,5% dos ativos do Opportunity antes da ação da polícia na terça-feira da semana passada

Mônica Ciarelli, de O Estado de S.Paulo

18 de julho de 2008 | 18h34

A prisão da cúpula do grupo Opportunity pela Polícia Federal na Operação Satiagraha na semana passada já fez os fundos de investimento da instituição registrarem saques que somam mais de R$ 1,5 bilhão. Os dados são do site fortuna, especializado no setor, e tomam como base os pedidos de resgate feitos pelos clientes até a última quarta-feira. O valor corresponde a 9,5% dos ativos do Opportunity antes da ação da polícia na terça-feira da semana passada, que prendeu Daniel Dantas.   Veja também: Dantas chega à PF para terceiro depoimento na semana Ouça trechos da reunião que decidiu a saída do delegado  Apesar do apelo de Lula, Protógenes deixa caso Dantas na sexta Juiz aceita denúncia e Daniel Dantas vira réu por corrupção ativa Entenda como funcionava o esquema criminoso  Veja as principais operações da PF desde 2003  As prisões de Daniel Dantas    Apesar do volume expressivo de retiradas, o patrimônio total dos fundos da instituição encolheu menos no período. Isto porque, a rentabilidade das aplicações dos fundos compensou parte das perdas. Entre o dia 8 e 16 de julho, o índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) acumulou uma alta de 1,7%. O saldo positivo beneficiou os fundos de ações do grupo, que representam 62,3% dos ativos totais da gestora de recursos.   Em 2004, quando Dantas foi indiciado pela Polícia Federal na operação Chacal, que investigou o esquema de suposta espionagem industrial durante a briga entre o Opportunity e a Telecom Italia pela Brasil Telecom (BrT), as perdas dos fundos de investimentos do grupo chegaram a atingir entre 10% e 15% do patrimônio total nos 90 dias seguintes ao anúncio do indiciamento de Dantas.   Na semana passada, o diretor comercial do Opportunity, Fernando Rodrigues, informou que a situação se reverteu em nove meses. "Passamos a crescer e superamos as turbulências", disse na época.

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