Fundo provê mais de 90% da receita de Rancho Alegre

Com cerca de 5 mil moradores, o município paranaense de Rancho Alegre D? Oeste, a 540 quilômetros de Curitiba, figura em primeiro lugar na lista dos municípios brasileiros com maior grau de dependência do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Da sua arrecadação, 93,3% vem desta fonte.Emancipado de Goioerê em 1993, o município, localizado na região noroeste do Estado, tem como principal atividade econômica a agricultura - especialmente o cultivo de milho e soja. De acordo com o prefeito Valdinei José Peloi (DEM), a redução nos repasses já afeta a vida da cidade. "Na média, os repasses caíram 22% desde o início do ano, o que representa uma perda de R$ 109 mil, muito alta para nossa realidade", disse ele.Em seu terceiro mandato como prefeito, Peloi também contou que já suspendeu investimentos: "Parei a construção de escolas e postos de saúde, além da terraplenagem pedida por produtores na zona rural".A arrecadação, segundo o prefeito, tem sido suficiente apenas para pagar salários dos funcionários. Mas até isso estaria sendo feito com dificuldade.Peloi ainda não sabe o que fazer para tentar reverter o quadro. "A situação é complicada. Continuamos remunerando nosso pessoal, mas não temos condição de investir em nada", disse. A ordem, por enquanto, é continuar levando a administração do jeito que der.Rancho Alegre D? Oeste integra o chamado Planalto Paranaense - região ocupada principalmente a partir de 1960 por colonos paulistas, mineiros e nordestinos, a maioria deles provenientes de Campo Mourão, a maior cidade da região. O próprio prefeito é paulista de Itajobi. A vice-prefeita nasceu na cidade, mas é filha de um baiano e uma sergipana. Conta-se que o nome da cidade surgiu do fato de um seus pioneiros, Cícero Gomes, ouvir incessantemente música de rádio no pequeno barraco de madeira em que vivia,no meio da mata. Era um rancho alegre.

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