Fundo da Justiça ajuda a restaurar monumentos

Formado por recursos oriundos da cobrança de multas aplicadas a infratores da ordem econômica, o Fundo de Direitos Difusos (FDD) do Ministério da Justiça está ajudando na restauração de monumentos tombados pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Histórico Nacional. O primeiro projeto aprovado nessa área é a restauração do Convento e Igreja de Santo Antonio de Cairu, construído a partir de 1650, no baixo-sul da Bahia.Uma mudança na legislação permitiu que o FDD pudesse ampliar o leque de aplicação de recursos, beneficiando principalmente as áreas de educação e aperfeiçoamento do sistema de Defesa do Consumidor. No ano passado, o FDD disponibilizou R$ 1,2 milhão para onze projetos, dez na área da educação e Defesa do Consumidor e um na restauração de bem histórico, o do Convento. A maioria desses projetos ainda está em andamento.Graças ao fundo, estão sendo restaurados três altares da igreja, as imagens de São Joaquim, Santa Rosa de Viterbo, São Benedito, Divina Pastora e São Domingos, além de oito pinturas de cenas sacras. As obras de arte e os altares estão sendo recuperados pelo restaurador José Dírson Argolo, um dos mais experientes no ramo na Bahia. Após a conclusão dos trabalhos o convento e a igreja devem ser abertos a visitação pública. O pesquisador francês Germain Bazin, maior divulgador do barroco brasileiro na Europa, destaca o conjunto de Cairu como um dos mais representativos da arquitetura da ordem franciscana no Brasil. A fachada da igreja, com elementos barrocos como a galilé (galeria), caracteriza a arquitetura franciscana do Nordeste brasileiro. Bazin assinala também o belo conjunto de azulejos dos séculos 17 e 18, existente na igreja.

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