NILTON FUKUDA/ESTADÃO
NILTON FUKUDA/ESTADÃO

Fundador do partido poderá ser o candidato à Presidência

João Dionísio Amoêdo renunciou em junho ao comando da sigla para disputar o pleito se não houver outro nome

José Fucs, O Estado de S.Paulo

20 Agosto 2017 | 05h00

Além de Bernardinho e Doria, o Novo chegou a cogitar o lançamento da candidatura do ex-banqueiro Fabio Barbosa, que presidiu o Banco Santander e é filiado ao partido, para a Presidência da República. Discutiu também a candidatura do empresário Flavio Rocha, presidente das Lojas Riachuelo, que também costuma participar de eventos do Novo, apesar de não ser filiado à sigla. Ambos, porém, declinaram do convite, como Bernardinho, mas poderão colaborar com o partido durante a campanha ou num eventual governo do Novo no plano federal ou mesmo nos Estados.

O caso do ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga, é semelhante. Embora tenha colaborado com o PSDB, Armínio nunca foi filiado ao partido. Recentemente, depois de fazer um elogio ao Novo em entrevista ao Estado, chegou a ser anunciado na mídia como candidato da agremiação à Presidência. Mas, ao final, como os demais “medalhões” sondados para participar da disputa, Armínio também poderá se tornar um colaborador do partido, mas não deverá ser candidato a nada. 

Se não aparecer outro nome do mesmo naipe, o candidato à Presidência deverá mesmo ser o próprio Amôedo, que se dedicou nos últimos seis anos quase exclusivamente ao partido. No final de junho, ele renunciou à presidência do Novo, já que candidatos não podem exercer funções partidárias na agremiação, para ficar à disposição para uma eventual candidatura. 

CANDIDATO A VICE

Amoêdo diz que tão logo o partido decida quem será o candidato à Presidência deverá anunciar também os nomes dos principais ministros, no caso de o Novo vencer o pleito. A tendência é o candidato a vice ser um desses nomes, “para dar mais efetividade e reduzir o seu custo”, de acordo com Amoêdo.

Para os governos estaduais e para o Senado, a situação também ainda é incerta. Mesmo com o esforço de Amoêdo, há apenas um candidato definido, o do Rio Grande do Sul. É o administrador Mateus Bandeira, ex-presidente da Falconi Consultores, ex-secretário de Planejamento gaúcho e ex-presidente do Banrisul, na gestão de Ieda Crusius (PSDB), que tem excelentes relações no meio empresarial. 

Em Minas Gerais, o Novo sonha com o empresário Salim Mattar, fundador da Localiza, um aguerrido defensor do livre mercado, para ser o candidato a governador, apesar de ele não ser filiado ao partido. Até o momento Mattar parece reticente em aceitar o convite feito por Amoêdo, como Bernardinho, e também tem evitado dar entrevista sobre a questão. Nos demais Estados, não há por ora nomes conhecidos do público envolvidos no processo para escolha de candidatos a governador. 

Para o Senado e a Câmara dos Deputados, o processo de avaliação e seleção de pré-candidatos está em andamento, mas o prazo para a inscrição deverá ser reaberto e o ciclo, reiniciado. Tirando Bernardinho, que poderá ser o candidato ao Senado pelo Rio, e o cientista político Christian Lohbauer, que provavelmente será o candidato por São Paulo, não há até agora candidatos com grande visibilidade.

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