Fundação vinculada à UnB pode ser alvo de força-tarefa

Depois de passar o fim de semana cercada pela Polícia Militar, para evitar que sumissem documentos que provariam fraudes, a Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec) pode ser alvo de força-tarefa dos Ministérios Públicos Federal e do Distrito Federal.Há suspeitas de que irregularidades ocorram desde 1999. A Finatec é acusada de fazer gastos incompatíveis com a atividade científica. Segundo a promotoria, suas contas são reprovadas desde 1999 e a maior parte das suspeitas recai sobre os contratos com órgãos públicos.A Justiça afastou a diretoria da Finatec e o economista Luiz Augusto Souza Fróes foi nomeado como interventor. Fróes começou o trabalho ontem.Vinculada à Universidade de Brasília (UnB), a fundação teria gasto R$ 470 mil para a compra de um carro de luxo e para decorar o apartamento do reitor da UnB, Timothy Mulholland. A lista de compras inclui três lixeiras por R$ 2.738, equipamentos de TV e som por R$ 36.603, quadros por R$ 21.600 e 16 vasos de plantas por R$ 7.264. Depois da denúncia de que houve uso indevido de recursos públicos, o reitor deixou o imóvel.

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