Funcionários se revezam para cuidar do Vale dos Dinossauros

Desde janeiro, Róbson Araújo e dois funcionários do Parque Vale dos Dinossauros, em Souza, no sertão da Paraíba, se revezam no trabalho de aguar as pegadas dos animais pré-históricos que fazem a fama do local e atraem turistas de vários continentes. A rotina é provocada pela seca. "Se a gente não umedece, a pedra pode vir a rachar, danificando estas marcas que pertencem à humanidade", explicou Araújo, administrador do Vale, há 26 anos trabalhando na área.Cerca de 30 latas d´água são suficientes para a tarefa, que é executada duas vezes por semana, exceto quando cai alguma chuva. O Rio do Peixe, que corta o Vale e em cujo lajedo se concentra boa parte das pegadas, era, há milhões de anos, um braço de mar. Atualmente ele está seco e os funcionários pegam a água de uma cacimba a 300 metros de distância.Tombado pelo patrimônio histórico estadual e federal e com possibilidade de vir a se tornar patrimônio da humanidade reconhecido pela Unesco, o Vale dos Dinossauros tem pegadas de alossauros, iguanodonte e titanossauro (todos da família dos dinossauros) com idades que variam de 110 a 120 milhões de anos, além de árvores fossilizadas e inscrições rupestres de 350 anos feitas por indígenas da tribo Cariri. Há pegadas com 55 centímetros de comprimento e existem ainda vestígios da presença de pterossauro, um pássaro que tinha a função do urubu de hoje.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.