Funcionários protestam contra Lobão

Ministro foi principal alvo da manifestação, marcada pelo bom humor

Daniele Carvalho, RIO, O Estadao de S.Paulo

27 de fevereiro de 2009 | 00h00

No lugar da pancadaria esperada pela diretoria de Furnas, o bom humor e o clima ameno predominaram na manifestação organizada pelos trabalhadores e aposentados na manhã de ontem em frente à sede da empresa. Revoltados com a possível substituição do comando da Fundação Real Grandeza por um nome indicado pelo PMDB, os manifestantes elegeram como alvo o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. E os trocadilhos com seu nome ocuparam faixas e cartazes levados ao protesto: "Lobão, nosso Fundo não é uma vovozinha para você comer" ou "Lobão, saia da pele de cordeiro".Também não houve resistência aos piquetes realizados na entrada da sede de Furnas, na zona sul do Rio. A mobilização começou ainda de madrugada - às 5 horas. Os primeiros integrantes do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Energia do Rio de Janeiro e Região (Sintergia-RJ) chegaram a tempo de organizar o protesto, distribuir panfletos e impedir a entrada do primeiro turno de funcionários. A paralisação, que só deixou de fora os serviços de emergência, se estendeu até 12h30. A maior parte dos que chegavam para trabalhar foi pega de surpresa, mas as manifestações eram de apoio à mobilização. Amontoados nas calçadas ao redor do prédio, os aposentados e alguns funcionários só liberaram a entrada do prédio pouco antes do início da reunião do conselho da Fundação Real Grandeza, que seria realizado num prédio na rua ao lado. Eles se dirigiram para lá e permaneceram no local até receber o comunicado de que a proposta tinha sido derrubada. À essa altura a Polícia Militar já havia deixado o local.CARRO DE SOMCom um carro de som, os sindicalistas afirmavam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva queria que a assembleia fosse suspensa. Pouco antes, membros dos sindicatos tinham se reunido com conselheiros para indicar a necessidade do cancelamento da assembleia a fim de impedir a votação da proposta. Ao sair do encontro, o diretor do Sintergia-RJ, Urbano do Vale, criticou o caráter político na movimentação para mudança na diretoria. "Querem gastar verba, os recursos do nosso fundo. O PMDB que vá buscar verba em outro lugar", criticou. Já o presidente interino da CUT-RJ, Derby Hagariara, foi além. "Precisamos pressionar o governo para derrubar esse ministro." COLABOROU KELLY LIMA

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