Funcionários envolvidos em violação podem ser poupados

Depois da renúncia do ex-senador José Roberto Arruda (sem partido-DF) e da expectativa diante da decisão do senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) de fazer o mesmo, o Senado poderá poupar os funcionários da Casa envolvidos na violação do painel eletrônico, da punição máxima: a demissão. A tendência vai em direção oposta à determinação da comissão técnica que examina o caso, e que considera que eles praticaram ilícitos que podem levá-los à perda do emprego. A conclusão da comissão demora ainda cerca de 50 dias para ser apresentada.A decisão sobre o futuro da ex-diretora do Prodasen Regina Borges, seu marido, Ivar Ferreira, e dos funcionários Hermillo Nóbrega e Heitor Ledur ficará a cargo do primeiro-secretário do Senado, Carlos Wilson (PPS-PE). De antemão, ele adiantou ao Estado que a situação dos servidores é ?perversa?, se comparada com a dos parlamentares. "Os funcionários não podem escapar. Ele não têm escapatória", disse ele. Ao ser questionado sobre como os funcionários serão punidos, foi objetivo: "Certamente demissão, não".O espírito de proteção ao redor dos dos funcionários é observado por vários senadores. "O que aconteceu foi grave, mas todos sabem da existência de uma lei tácita aqui dentro, na qual quem manda é sempre o senador", comentou o senador José Alencar (PMDB-MG). Já o senador Jefferson Péres (PDT-AM) é absolutamente contrário a qualquer iniciativa de preservação dos servidores. Para ele, deve ocorrer punição, pois eles cometeram um grave erro. Carlos Wilson só terá poderes sobre os quatro funcionários do Senado, uma vez que Domingos Lamglia, assessor de Arruda (que pegou a lista preparada pelo Prodasen e entregou ao chefe) é da Companhia Energética de Brasília (CEB), requisitado para trabalhar no Congresso, e Sebastião Gazolla, ex-funcionário da empresa Panavídeo e que foi chamado para alterar o sistema, não mantém relação alguma com a Casa.

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