Funcionários do INSS chegam a acordo com governo

Depois das ameaças de retomar a greve, servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) chegaram finalmente a um acordo com o governo. Além de o Executivo ter liberado os salários de outubro, o comando da greve também acertou a incorporação de 11.370 funcionários de nível auxiliar à nova carreira previdenciária, que entrará em vigor a partir de fevereiro de 2002. Esses trabalhadores não poderiam optar pela carreira, já que exerciam cargos em extinção. "Convencemos o Executivo que não tinha como deixar esses trabalhadores de fora", disse o secretário da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Seguridade Social (CNTSS), Vladimir Nepomuceno. Segundo ele, o projeto de lei que estabelece a nova carreira, os reajustes salariais e a gratificação da categoria deverá ser protocolado em breve na Câmara dos Deputados. Os servidores estiveram em greve até o final da semana passada. No entanto, a volta ao trabalho, na segunda-feira, foi marcada por divergências entre os sindicalistas e o governo em relação aos termos do acordo que suspendeu a paralisação. A categoria também afirmava que o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão havia reduzido o montante de recursos a ser pago a título de reajuste salarial. O governo, por sua vez, ressalta que os representantes do comando de greve foram informados da diminuição nos porcentuais da gratificação aos servidores da ativa quando exigiram índice maior para os aposentados e pensionistas. "O montante de recursos para pagar os reajustes foi acertado em R$ 186,6 milhões", informou o ministério em comunicado no início da semana.O impasse foi resolvido e o comando aceitou os argumentos do Executivo. Alguns cálculos serão refeitos e o valor em reais dos pontos da gratificação deve ser reduzido. "Vamos confirmar os novos valores, mas o importante é que os trabalhadores conseguiram um reajuste salarial médio de 11,05%", explicou o secretário da CNTSS. "A categoria sai feliz da greve." A Presidência do INSS pediu a todos os chefes de agências que as mantenham abertas durante 12 horas ininterruptamente para que fosse possível o atendimento aos segurados, prejudicados durante o período da paralisação. Os funcionários que ocupam cargos de chefia e não cumprirem essa determinação estarão sujeitos a sanções. Apesar da recomendação, segundo o Ministério da Previdência, cada gerente organizou os trabalhos de acordo com o número de funcionários e processos atrasados. Uma agência no Rio de Janeiro, por exemplo, estendeu o atendimento até às 22 horas. Outros pontos do INSS não têm servidores suficientes para manter o funcionamento por 12 horas diárias.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.